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Vale a Pena Participar do The Best Speaker Brasil? Minha Experiência no TBS 2025

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Gustavo AmaralFundador Bespeak
2 de julho de 2026
Vale a Pena Participar do The Best Speaker Brasil? Minha Experiência no TBS 2025

Vale a Pena Participar do The Best Speaker Brasil? Minha Experiência no TBS 2025

Nos últimos anos, a oratória deixou de ser um nicho e passou a ocupar espaço real no debate nacional. Cada vez mais profissionais perceberam que falar bem em público não é apenas uma habilidade desejável — em muitos contextos, tornou-se uma vantagem competitiva decisiva.

Foi nesse cenário que surgiu o The Best Speaker Brasil (TBS), reality show promovido pela :contentReference[oaicite:0]{index=0} com a proposta ousada de encontrar “o melhor palestrante do Brasil”.

Em 2025, decidi participar.

Depois de anos longe de qualquer competição, entrei por curiosidade, respeito pela iniciativa e vontade de entender o formato por dentro. Passei pelas primeiras etapas e cheguei até a terceira fase.

E minha conclusão é honesta:

Sim, vale a pena participar do The Best Speaker Brasil.
Mas talvez não pelos motivos que a maioria imagina.

O primeiro ponto: é possível encontrar “o melhor palestrante do Brasil”?

Aqui está a primeira verdade que precisa ser dita.

Não existe a menor possibilidade de um reality show identificar, de forma objetiva, o melhor palestrante do Brasil.

E isso não é um ataque ao TBS.

Na verdade, nem considero isso uma falha do programa — considero uma consequência inevitável da própria promessa.

O Brasil possui milhares de profissionais extraordinários em comunicação: professores, palestrantes, treinadores, consultores, comunicadores e especialistas.

Como definir “o melhor” entre eles?

Seria tão improvável quanto tentar descobrir:

  • o melhor médico do Brasil
  • a melhor professora do país
  • o melhor advogado nacional

Tudo isso com base em apresentações curtas de poucos minutos.

A resposta é simples:

Não dá.

As primeiras fases do The Best Speaker Brasil

A primeira fase do TBS combinava dois fatores:

  • votação popular
  • avaliação técnica da equipe da PSA

Mobilizei votos na faculdade e consegui minha classificação entre os 270 aprovados.

Aqui veio minha primeira surpresa.

Em várias regiões, a quantidade de votos necessária para avançar foi bem menor do que eu imaginava — especialmente quando comparada a realities mais consolidados.

Sendo honesto, me arrependi de ter dedicado uma semana inteira à campanha.

Percebi depois que havia investido muito mais energia do que o necessário.

O nível técnico dos participantes

Quando os 270 classificados foram divulgados, uma percepção ficou clara para qualquer profissional experiente em comunicação:

A média geral ainda era de iniciantes.

Isso não significa que faltavam talentos.

Havia pessoas com enorme potencial.

Mas, tecnicamente, muitos participantes ainda apresentavam dificuldades claras em áreas fundamentais da oratória:

  • estrutura narrativa
  • construção de abertura
  • uso de pausas
  • domínio vocal
  • presença de palco
  • conexão emocional

Na fase seguinte, entre os 100 remanescentes, houve melhora natural.

Ainda assim, a variação técnica continuava grande.

Alguns discursos eram sólidos e muito bem construídos.

Outros demonstravam inconsistência evidente.

O TBS premia excelência técnica?

Aqui está um ponto importante.

Na minha visão:

Não exatamente.

Mas isso não torna o programa ruim.

Na verdade, entender isso ajuda a enxergar o reality com maturidade.

O TBS não existe apenas para premiar excelência técnica em oratória.

Ele precisa funcionar como:

  • produto comercial
  • entretenimento
  • narrativa audiovisual
  • experiência de marca

Isso muda tudo.

Se o objetivo fosse criar apenas um concurso técnico de oratória, provavelmente o programa não teria apelo de massa.

Realities vivem de identificação.

O público precisa assistir e pensar:

“Eu também poderia estar naquele palco.”

Essa sensação é essencial para o sucesso do formato.

“Os 20 semifinalistas foram realmente os melhores?”

Provavelmente não.

Ou talvez alguns sim — e outros não.

Mas isso acontece em praticamente qualquer reality do mundo.

Pense em programas como:

  • :contentReference[oaicite:1]{index=1}
  • :contentReference[oaicite:2]{index=2}
  • :contentReference[oaicite:3]{index=3}
  • :contentReference[oaicite:4]{index=4}
  • :contentReference[oaicite:5]{index=5}

Eles não selecionam apenas técnica.

Selecionam também:

  • narrativa
  • diversidade
  • carisma
  • personalidade
  • história
  • alinhamento com a marca

Reality não escolhe apenas competência.

Escolhe também quem gera história.

O caso polêmico dos participantes “da casa”

Durante o reality, surgiram discussões em grupos não oficiais.

Um dos comentários mais recorrentes era sobre participantes que já tinham relação prévia com a empresa organizadora.

A crítica normalmente vinha assim:

“Passou porque já era da casa.”

Essa crítica é compreensível.

Mas precisamos analisar estrategicamente.

Imagine o cenário oposto.

Se um aluno formado pela própria empresa não avançasse, muita gente diria:

“Então nem o curso deles forma bons comunicadores?”

Se avançasse, surgiria:

“Passou porque já tinha relação com a marca.”

Ou seja:

Em qualquer cenário, críticas existiriam.

Realities operam nesse tipo de tensão o tempo todo.

E aqui está uma observação pragmática:

Criar bom relacionamento com a marca pode, sim, ser positivo.

Não como garantia de aprovação.

Mas como fator reputacional.

A equipe avaliadora passa a conhecer seu trabalho, sua postura e seu nível técnico.

Isso naturalmente influencia percepção.

O oposto também é verdadeiro.

O prêmio de 1 milhão: o que realmente significa?

Esse é provavelmente o ponto mais mal compreendido do TBS.

Muita gente escuta “prêmio de 1 milhão de reais” e assume que o vencedor recebe um cheque de R$ 1.000.000.

Não é isso.

Pelo regulamento, o prêmio é composto por três partes.

1. R$ 500 mil em dinheiro

Essa é a parte líquida.

Dinheiro efetivamente depositado.

2. R$ 500 mil em consultorias e mentorias

Inclui serviços relacionados a:

  • posicionamento
  • branding
  • storytelling
  • vendas
  • aceleração comercial

Para alguns vencedores, isso pode valer muito.

Para outros, pouco.

Depende do estágio profissional.

3. 50 palestras obrigatórias sem remuneração

Esse é o detalhe que muitos ignoram.

O vencedor precisa realizar 50 palestras gratuitas para clientes da PSA em até 24 meses.

Isso significa que parte do prêmio vem acompanhada de uma contrapartida operacional relevante.

Vamos colocar em perspectiva.

Se um palestrante cobra:

  • R$ 10 mil por palestra → 50 palestras = R$ 500 mil
  • R$ 8 mil → R$ 400 mil
  • R$ 5 mil → R$ 250 mil

A matemática é simples.

O prêmio é menos “um cheque” e mais um modelo de negócios estruturado.

Isso torna o prêmio ruim?

Não.

Apenas significa que ele deve ser entendido corretamente.

A final é a fase mais justa

Na etapa final, as apresentações acontecem ao vivo diante de jurados.

Esse é, na minha visão, o momento mais transparente do programa.

Ali conseguimos avaliar:

  • clareza
  • estrutura
  • presença
  • impacto
  • conexão com a audiência

Ainda existe subjetividade?

Claro.

Sempre existirá.

Mas é a etapa que mais se aproxima de uma avaliação genuinamente técnica.

Então vale a pena participar do The Best Speaker Brasil?

Minha resposta é:

Sim.

Vale.

O TBS é um projeto ousado, inovador e muito bem executado.

Conseguiu algo raro:

Colocar a oratória em escala nacional.

Isso, por si só, já é enorme.

O reality:

  • cria visibilidade
  • conecta profissionais
  • gera networking
  • abre portas
  • revela talentos

Isso tem valor real.

A parte que pouca gente quer ouvir

Se você quer uma competição 100% técnica, meritocrática e objetiva, provavelmente precisará criar a sua própria.

E mesmo assim, enfrentará exatamente as mesmas críticas.

Porque comunicação não é matemática.

Oratória envolve fatores subjetivos.

Presença.

Energia.

Narrativa.

Impacto.

Conexão.

Tudo isso é difícil de transformar em nota pura.

Minha conclusão honesta sobre o TBS

Se você entrar no TBS esperando um concurso científico para descobrir o melhor palestrante do Brasil, a chance de frustração é alta.

Mas se entrar entendendo o que ele realmente é, sua experiência muda completamente.

O TBS é:

um reality de entretenimento com forte componente técnico.

E, dentro dessa proposta, funciona muito bem.

Minha regra final seria esta:

  • prepare-se
  • entregue seu melhor
  • entenda o jogo
  • não terceirize sua validação

O melhor técnico nem sempre avança.

O mais carismático às vezes passa.

E a vida real também funciona assim.

Quer evoluir sua comunicação antes de competir?

Antes de buscar palcos nacionais, desenvolva base técnica sólida.

Na :contentReference[oaicite:6]{index=6}, trabalhamos exatamente os pilares que separam bons comunicadores de comunicadores memoráveis:

  • presença
  • clareza
  • estrutura
  • persuasão
  • comunicação não verbal

Porque, no fim, mais importante do que ganhar um reality…

é se tornar alguém impossível de ignorar quando abre a boca.

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